Não! Pensamos! |Será? – Utilidades, opiniões, etc…

Jul/10

15

O desespero que não descansar nunca

Estou de férias.

Devo lhes dizer que estas são uma das férias mais esperadas por mim, há muito tempo ansiava finalmente ter tempo de respirar e me sentir em paz. Tudo isto por causa do semestre infernal que atravessei, sendo que no final computei 1 estágio, 1 iniciação científica mal-terminada, 11 provas, 6 relatórios extensíssimos, 2 seminários, 4 projetos e 1 exame. Sem contar as aulas de alemão que dou nos intervalinhos que me sobravam de tempo livre e a viagem para a Suíça, que acabou sendo mais cansativa que relaxante. Sim, é muita coisa, eu me sobrecarrego, mas todos nós sabemos que crescer implica em ouvir sempre “e a tendência é só piorar”. E sim – afirmando novamente – a tendência realmente é só piorar. Por isso ter um tempo livre, no qual posso acordar e ir dormir a hora que quiser, é algo tão esperado durante a época de vacas magras para o ócio.

Porém agora que me encontro em julho – um mês para não fazer absolutamente nada! – eu não consigo descansar. Absolutamente, não consigo. E não sei o que é. Até dois dias atrás, eu achava que era a tensão do exame que estava por vir, o medo de fracassar e ter que aguentar mais um semestre de farmacologia no ano que vem. Fiz o exame, passei raspando, mas o que não passa é o cansaço. Um cansaço mental que vai me preocupando com uma quimera que não existe, não a vejo, não a escuto, apenas a sinto. Será que é um cansaço por antecipação do futuro? Será saudades daquele que está longe, querer meu bem-querer mais próximo de mim? Será o cansaço de não ter nada para fazer, a falta de costume de parecer uma inútil à sociedade por 30 dias?

Escrevo, então. Quero ver se assim descanso. Não sei se o cansaço sumirá, mas sei que pareço nunca estar satisfeita com nada.

p.s: Uma boa dica de música. Ouçam o CD Zabriskie Point, do Pink Floyd. Sempre tive a discografia deles, mas confesso que variei pouco do “arroz com feijão” deles. Me surpreendi por completo com este CD, vale muito a pena!

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Aproveitando o post do Filipe que li há um bom tempo atrás sobre as árvores cortadas no bairro, e todas as “notícias” sobre o aquecimento global que assistimos no verão, aí vão alguns conceitos que acho importante compartilhar sobre as perigosas mudanças climáticas que talvez o homem esteja criando na Terra. Talvez? Sim, talvez.

O clima em nosso planeta revolve em ciclos de eras glaciais. De acordo com dados históricos, podemos estar muito próximos de uma era glacial. Na verdade, é muito mais provável que vejamos uma nova era glacial do que um planeta mais quente no próximo século. Isso pensando nos dados históricos, que é o mais próximo que temos de uma previsão com base analítica.

Isso sim é sério.

O páragrafo abaixo está copiado diretamente da primeira seção do relatório de 2001 do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), Third Assessment Report. Não vou traduzir para evitar qualquer tipo de alteração:

“Climate variations and change, caused by external forcings, may be partly predictable, particularly on the larger, continental and global, spatial scales. Because human activities, such as the emission of greenhouse gases or land-use change, do result in external forcing, it is believed that the large-scale aspects of human-induced climate change are also partly predictable. However the ability to actually do so is limited because we cannot accurately predict population change, economic change, technological development, and other relevant characteristics of future human activity. In practice, therefore, one has to rely on carefully constructed scenarios of human behaviour and determine climate projections on the basis of such scenarios.”

Resumindo: não temos ferramentas confiáveis para prever o comportamento climático em uma semana, quem dirá em um século. O próprio relatório do IPCC (órgão mais respeitado no assunto) afirma isso, o que curiosamente deveria fazer o leitor fechar o livro e ir fazer algo melhor do seu tempo. E o grande problema é que não estamos nem tentando construir as ferramentas que precisamos para poder estudar com segurança. Ao invés disso, estamos apenas especulando com teorias. Da mesma forma feita com o “Inverno Nuclear” que depois passou a ser “Outono Nuclear”, ou indo mais longe, com a teoria de “Eugenia”, que levou à 2ª Guerra Mundial, apenas meio século atrás. Não, não aprendemos com nossos erros.

Estamos prevendo aumentos de 1 a 4ºC (se eu apresentasse uma expectativa que variasse 400% no meu trabalho eu seria demitido) na média global em 100 anos.

100 anos.

No início do século passado, a grande preocupação do mundo era o que fazer com o estrume dos cavalos nas cidades. Todos estavam andando a cavalos, e a cada dia aumentava a quantidade de estrume nas ruas. Há um século, as seguintes palavras não existiam para os habitantes da Terra:

Carro, raio X, DNA , átomo, rádio, aeroporto, televisão, computador, celular, antibiótico, satélite, internet, email, CD, plástico, AIDS…

Existem palavras de 2100 que não existem para nós hoje, da mesma forma. Não vale a pena tentar prever a temperatura de 2100. Os modelos de previsão que temos carregam nosso presente para o futuro. Mas o futuro será totalmente diferente até lá. Existirão novas tecnologias que mudarão brutalmente nosso futuro. E graças a esses temores sobre impacto humano na Terra, essas novas tecnologias não serão tão agressivas a atmosfera como foi o motor a combustão interna ou as termoelétricas.

No entanto, pessoas ainda morrem de fome no mundo. Crianças ainda morrem por falta de uma vacina que custa menos de 1 centavo. A desigualdade social ainda causa marginalidade no mundo todo. Ainda existem guerras religiosas. Ainda existem muitas coisas que aconteciam mesmo em 1900.

Na minha opinião, devíamos nos preocupar mais com o presente e com as heranças de 1900, ao invés de perder tempo chutando quantos graus a Terra estará mais quente em 2100.

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Feb/10

18

Ensino a distância – Cursos Gratuitos

Como muitas pessoas, assim como eu, passam boa parte de seus dias em frente a um computador conectado a internet, vale a pena usar um pouco desse tempo para aprender. Seja para se atualizar conceitos conhecidos ou aprender coisas novas, considero cursos online bastante úteis.

A liberdade de aprender no seu próprio ritmo e sob sua própria responsabilidade é uma experiência interessante. Ao escolher um curso que possa ser aplicado no dia a dia, é possível verificar o impacto do conhecimento conforme você o adquire. Optando por algo novo, é possível desenvolver um hobby ou interesse por novas áreas.

Há também um lado complicado nos cursos online, depender de si mesmo pode ser frustrante se não há compromisso. Uma vez estabelecido que o curso interessa, acredito que é importante definir prazos para a conclusão. Não sou muito fã de horários, mas também é útil estabelecé-los, assim fica mais fácil acompanhar. O importante é não parar na metade de um curso interessante e se arrenpender por isso.

O site seguinte tem uma lista com cursos online detalhando o que cada um oferece.:

http://www.curso-distancia.com.br/3a.educacao-distancia.htm

Dentre os sites listados gostaria de destacar os seguintes:

  • http://www.ead.unicamp.br/minicurso/ Já fiz alguns dos minicursos da UNICAMP (CSS,  HTML XML) e os achei muito proveitosos, sendo úteis para quem quer começar a aprender esses assuntos.
  • http://www.escolavirtual.org.br/ Site da fundação bradesco, aparenta ter os cursos bastante completos e sobre assuntos varidados, como matemática, programação, dinâmicas e entrevistas, comunicação escrita, etc. Assim que completar algum curso por lá coloco minha impressão aqui.

Além desses, agradeço minha irmã por me mostrar o site abaixo, que dá acesso a cursos onlines da FGV. Os temas são bastante variados também. Estou fazendo o de BSC e, até o momento, estou bastante satisfeito.

http://www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx

Outros pontos importantes em relação ao cursos

Alguns cursos tem prazos para ser concluídos. É importante estar atento a isso. Não se cadastrar em todos de uma vez é um bom começo para conseguir terminar algum.

Há cursos oferecidos sob as licenças creative commons ou GNU, que tratam da distribuição e modificação dos conteúdos, criando a possibilidade de utilizá-los de maneira mais livre para repassar os conhecimentos a frente, conforme os termos.

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Algum tempo atrás estava passando por sites de notícias só para dar uma olhada, quando uma do estadão chamou minha atenção, ela falava sobre o julgamento de um oficial argentino da época da ditadura.

No próprio site do Estadão encontrei mais informações sobre a ditadura na Argentina e, para complementar, procurei na wikipedia sobre os termos que desconhecia. Com isso, um dos pontos que mais me intrigam sobre a ditadura bateu de novo: de que maneira tantos países se organizaram para cometer tantas barbáries, ao mesmo tempo e com os mesmo métodos? Do que eu aprendi na escola, já sabia da influência americana, mas nunca tinha ficado claro como isso tinha se materializado e, no final, ficava parecendo uma conversa de esquerda sobre o imperialismo e blá blá blá…

Eu já havia ouvido falar da operação condor, uma espécie de colaboração entre países latiano americanos e o estados unidos para operacionalizar o combate ao que eles chamavam de ameaças comunistas.

Lendo um pouco mais, encontrei na wikipedia a história da School of the Americas, uma escola americana para ensinar militares de outros países. A escola parece ser tão bacana, que existe até uma ong nos estados unidos querendo que ela seja fechada. Pelo que eu pude ler, há uma boa quantidade de pessoas que saíram de lá e se tornaram notórios torturadores, ou se envolveram de alguma maneira com desrespeito aos direitos humanos.

Continuando, encontrei alguns manuais da CIA sobre interrogatório que o congresso americano desclassificou algum tempo atrás. Esses manuais tiveram a circulação proibida, pois houve o entendimento de que eles ensinavam, se não incitavam, a torturar pessoas para obter informações:

http://www.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB122/index.htm

De fato, os manuais são bem tristes. Em linguagem de apostila, ensinam a montar uma estrutura para sacanear pessoas até que elas não aguentem mais e passem informações. Até daria para aceitar que eles não falam especificamente de métodos de tortura, mas sim de como construir a casa da tortura. Uma passagem que é bastante citada pelos sites que os comentam é a que fala sobre a instalação elétrica, que deve ser convenientemente instalada para que seja possível manipula-lá quando necessário (talvez, mas só talvez, já que o manual não afirma isso, para eletrocutar alguém).

Além dessas infames apostilas, existem materiais antigos da própria School of The Americas, que também foram proibidos pelo congresso americano. Esses, segundo consta, são ainda piores, mas não estão disponíveis na internet e eu também já estava saturado com os manuais da CIA.

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Feb/10

3

Mais cursos de idiomas por aí

Na luta diária para me comunicar melhor com meus colegas em outros países estou investindo tempo em aperfeiçoar meu inglês também. Estava procurando material para estudar, seja ouvindo, lendo ou escrevendo. No entanto, ao digitar qualquer coisa relacionada a inglês no google, tudo que eu consegui encontrar foi uma porrada de sites oferecendo cursos pagos. Desde sites bem acabados e com cara de sérios, até outros com cara de enganação.

Então, quando comecei a procurar podcasts de notícias em inglês, parei para dar uma olhada no site da BBC. Entre os podcasts de lá, encontrei uma variedade enorme de podcats didáticos, que me levaram até o site da BBC para aprender idiomas, sobre o qual pretendo falar outro dia, e o site específico para inglês.

Infelizmente, a oferta de conteúdo português – inglês é bem escassa, então, para ouvir os podcats e tirar proveito dos materiais, é necessário algum conhecimento prévio. Entretanto, os audios dos podcasts tem qualidade muito boa e os apresentadores tomam o cuidado de pronunciar lentamente.  Mesmo um ouvido não treinado é capaz de compreender e aprender.

Dos que eu já ouvi, os que considerei mais interessantes para aprender são:

http://www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish/general/sixminute/

http://www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish/general/talkaboutenglish/

Sendo que o que eu mais gosto é o how to, que ensina como se comunicar em situações cotidianas:

http://www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish/language/howto/

O site Learning English da BBC, que reune todos os conteúdos:

http://www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish/

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Jan/10

28

Software de gestão de projetos gratuito

Há pouco tempo comecei a trabalhar com cronogramas e listas de tarefas. Como não tenho MS Project para trabalhar e não quero comprar um “genérico” me virei com tutoriais para fazer gráficos de Gantt e outras formas de acompanhamento. No entanto, o resultado final não ficava muito a contento, então resolvi procurar alguma alternativa gratuita que funcionasse no Windows.

Depois de testar algumas, encontrei uma que resolveu meus problemas: uma ferramenta de gestão de projetos (project management) chamada faces. O software é baseado em python, uma linguagem de programação bem simples, mas possui interface para fazer tudo sem ter que escrever uma linha de código. Além disso, é bastante completo e permite fazer, de maneira fácil, listas de tarefas, gráficos de Gantt e work breakdown, mas ainda tem alguns bugs bem chatos, como por exemplo fechar a janela quando se digita algo errado em alguns campos e a perspectiva de solução não é tão boa, pois a ultima versão disponivel é de 2008.

Mesmo assim, o programa continua sendo uma alternativa viável. Tenho me aprofundado um pouco a partir dos exemplos disponíveis no site e estou impressionado com os recursos para calcular custos, visualizar a distribuição das tarefas, etc. Mas, para os recursos mais avançados, entender o script em python é indispensável.

Para quem se interessar, segue o site: http://faces.homeip.net/

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Dec/09

8

Cadê a ecologia na frente de casa

Nesses dias em que discutimos questões ecológicas no café da manhã, almoço e jantar penso constantemente em pequenas ações que vão na contramão da comoção mundial em torno da degradação das condições de vida nesse planeta.

Há um viaduto perto de casa que me permite ver meu bairro de cima. Posso afirmar que num espaço de tempo não muito maior do que uma década pelo menos 50% das árvores foram embora. Sem ir até o viaduto, posso dizer que nos 5 quarteirões que vão do prédio em que vivo até o começo da rua 8 árvores foram cortadas nos últimos 10 anos. Nenhuma delas foi reposta. Para falar a verdade, nenhuma árvore nova foi plantada.

O resultado imediato disso é que ao meio dia o sol racha a cabeça quando você decide subir a rua a pé. Além disso, uma árvore é capaz de manter a temperatura mais baixa em suas cercanias do que nas áreas expostas diretamente ao sol.

Subtraindo os caso em que as árvores ameaçavam cair por estarem doente,  me pergunto qual foi a razão que motivou esse tipo de atitude. Cheguei a algumas idéias que vou listar abaixo:

As folhas da árvore causam muita sujeira

Já ouvi essa de muita gente que mora próxima de alguma árvore. Considerando os benefícios que uma árvore proporciona, acredito que varre o chão não seja uma tarefa tão pesada assim. Vivi em uma casa com uma primavera e varria as folhas pelo menos uma vez por dia. Só a floração dela já me motivava a fazer isso.  Além disso, diferentemente do lixo que nós costumamos ver jogado pela sarjeta, folhas de árvore são biodegradáveis.

Há também, o caso da calha entupida por folhas de árvore. Esse eu já vivenciei na casa de minha avó, solucionamos o problema com uma calha mais larga. Considerando que minha avó mora em frente a uma praça muito bonita e cheia de árvores e que isso é um motivo de satisfação para ela, acredito que seja muito mais razoavel modificar a calha do que as árvores.

A casa fica muito escura com a árvore na frente

Esse motivo eu acho particularmente interessante, pois há uma sequencia bastante comum quando alguém corta uma árvore por esse motivo. Quando corta-se a ávore por esse motivo o resultado imediato é ficar satisfeito com a nova iluminação do ambiente. Prefeito! Perfeito até que o calor cresce conforme a radiação solar entra pela janela. Bom, que fazer então? Ah! Que tal uma película na janela? Ué?! O problema não era a luminosidade?

Ou

Muito calor, não quero perder a luminosidade, então nada mais natural que meter um ar condicionado. Nada mal, não?! Troca-se uma árvore, cuja sombra é capaz de manter a temperatura controlada e cujas folhas são capazes de equilibrar a umidade em dias desagradáveis, por um aparelho de ar condicionado, que seca o ar e aumenta a conta de eletricidade, sem contar que a instalação quase sempre fica medonha.

A árvore atrapalha na hora de manobrar o carro, precisamos de mais uma vaga na garagem

Não sei se essa ou a do ar condicionado é pior. Considerando que a mobilidade do carro é muito maior do que a da árvore, não vejo por que facilidade para estacionar deva ser critério para cortar uma árvore. Aliás, acho que carros são os maiores inimigos das árvores, depois de nó seres humanos, é claro. Basta uma cagada de pássaro para desejarmos cortar uma árvore.

Enfim…

Devem existir uma série de outras razões cretinas para cortar uma árvore. Acho que antes de fazer isso todas pessoas deveriam levar em conta os benefícios que uma árvore traz. Não é atoa que vamos passear em parques e praças cheios de árvores. A beleza, a conforto térmico e em termos de luminosidade, o perfume das flores, os frutos…

Uma árvore pode levar de anos a décadas para crescer e necessita de um conjunto de condições favoráveis para se desenvolver, mas é bem óbvio que não é necessário mais do que um idiota e meio dia para cortá-la.

Em todos os caso, quando for necessário retirar uma árvore de algum lugar por algum motivo, por que não plantar outra em algum lugar próximo que não vá atrapalhar?

Era bem mais fácil subir os cinco quarteirões na sombra.

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Nov/09

19

Curso de alemão da Deutsch Welle

Pão duro que sou, antes de pagar para fazer qualquer coisa procuro uma alternativa gratuita. Há alguns meses me ocorreu que aprender alemão seria uma boa, então comecei a procurar cursos gratuitos na internet. Encontrei o curso de alemão gratuito da TV alemã Deutsch Welle. Aliás, o curso não, os cursos.

Há mais de 5 cursos diferentes reunidos em uma seção do site, diga-se de passagem muito bom e todo em português, chamada “Aprender alemão”. Do que li sobre os cursos, há desde opções básicas até avançadas, incluindo um curso de alemão para negócios.

Faca e queijo na mão, comecei a estudar por conta própria e tirar dúvidas com minha colega de blog Cecília. Já cheguei até a aula de 16 do primeiro módulo do curso “Deutsch – warum nicht!” . Todas as aulas contam com um audio em mp3, que pode ser obtivo diretamente do site ou assinado (RSS/podcast), e material em pdf com explicação e exercícios com resposta relativos a cada aula. Além disso, há pdfs adicionais com explicações sobre temas específicos.

Considero o curso muito bem feito. As explicações são concisas e a metologia é bem interessante, a enfase é aprender novas palavras e construções a partir de contextos nos quais essas são encontradas.

No site ainda é possível encontrar materiais complementares como videos e artigos direcionados para quem está aprendendo alemão. Todo esse material e o próprio curso tem um enfoque que permite estudar alemão e conhecer melhor a cultura alemã ao mesmo tempo.

Para quem é curioso, tem algum tempo livre e disposição para estudar por conta própria acredito que esses cursos são uma boa opção. De todo modo é bom conhecer alguém que saiba alemão para tirar dúvidas =)

Aprender alemão – Cursos da TV alemã Deutsch Welle
Deutsch – warum nicht!

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Nov/09

18

O novo Feminismo

A menina do vestido curto da Uniban. Sei que estou atrasada e o assunto já está esfriando, e é justamente aí que o caso torna-se intrigante. É desnecessário relembrar todos os detalhes que circundam esta história, somente quem vive isolado da sociedade não ouviu falar da Geisy, que foi quase que linchada pelos coleguinhas por causa de sua vestimenta (que, convenhamos, poderia ser mais curto). Claro que, diante da decisão da instituição de expulsar a menina, eu tive a reação mais esperada de qualquer um que não seja xiita ou malufista (“estupra mas não mata”): “QUE ABSURDO, QUE MACHISMO! EM QUE SOCIEDADE VIVEMOS ONDE UMA POBRE MOÇA É DISCRIMINADA PELO QUE VESTE???” Achava que ela fosse a vítima de um preconceito sexual que eu não acreditava possível de acontecer, uma coitada presa a uma situação que fosse traumatizá-la para o resto de seus dias. A partir de então, Geisy somente usaria calças compridas e largas, até quando fosse à praia.

Enfim, agora que a poeira baixou, analisando friamente esta situação, não excluo o lado de enorme estupidez que a universidade fez, mas vejo que a menina não saiu perdendo desta história, muito pelo contrário. Desde o começo desta semana, leio manchetes em sites de notícia como: “Geisy recebe proposta da Playboy para posar nua!”, “Geisy participa de Casseta & Planeta”, “Menina da Uniban arranja briga nos estúdios da RedeTV!”. Minha Pagu moderna ruiu. Foi discriminada, sim, mas não passa de uma moça muito esperta, que soube aproveitar da situação para ser aquilo que toda menina sem cérebro quer algum dia: conseguir ser famosa e ganhar dinheiro fácil com o corpo (mesmo que seja meio porpeta – mas para isso existe Photoshop!)

Acho isso triste, muito triste. Vejo a galera mais alternativa e ativista da minha universidade querendo promover passeatas feministas, dizendo que lá existem cursos “para as meninas” e “para os meninos”. Que pretendem eles fazer com isso? Colocar na cabeça dos machistas que, com uma passeata, uma mulher tem tanto ou mais valor que eles? Ir às escolas e falar que precisamos de mulheres em engenharia mecatrônica e homens em pedagogia para que estes se tornem cursos mais heterogêneos? Não acredito nesta solução. Pelo menos, não do jeito da Geisy. De nada adianta a UNE dizer que ela foi alvo de machismo por todos se ela faz depois exatamente o que todos os machistas desejam de uma mulher: aparecer nua na capa de uma revista e gravar programas humorísticos que exigem pouco do intelecto de cada um. Na linguagem mais popular: gostosa e burra! Não recrimino quem faça esse tipo de coisa, mas a partir do momento que você quer provar ser algo a mais do que aquilo que acreditam que seja, ter esse tipo de atitude não ajuda em nada. Pelo menos eu não procuraria a sua agência de turismo para a minha viagem de fim de ano.

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Nov/09

18

Apagão, mais um chute no saco da meritocracia

Ontem pela manhã estava ouvindo a rádio Band News e o comentarista falava sobre a formação dos principais responsáveis por Itaipu, pelo ministério de minas e energia, etc. Como já é de se imaginar, essas cargos são preenchidos por indicação. Mesmo assim, o bom senso diria que essas pessoas deveriam ter uma formação relacionada ao escopo da atividade ou mesmo experiência em gestão na área.

Dentre todas as possíveis implicações dessa informação pensei egocentricamente, naquela que mais tem a ver comigo. Essa implicação nada mais é do que a constatação de que, graças a nossa classe política, estudar não passa de formalidade para pode ficar em celas especiais, o que do ponto de vista de muitos políticos é uma necessidade mais do que urgente.

E ai vem a pergunta, o que isso tem a ver diretamente comigo? Pois bem, há alguns meses ingressei em um novo emprego e, como de costume, fui treinado para conhecer inúmeros detalhes da minha função. Além disso, sempre que há uma mudança de área, um novo projeto ou qualquer coisa que demande algum conhecimento que eu não tenha, ou que não use há algum tempo, dá se um jeito para que eu seja treinado por alguém que ja desempenhe a função ou para que eu faça um treinamento externo.

E tudo isso ocorre normalmente, em geral, não ganho a mais nem a menos por isso. É o que eu espero da empresa e é o que a empresa espera de mim. Quando a empresa não é tanto de investir em quem já trabalha nela, busca alguém no mercado que tenhas qualificações necessárias.

Enquanto isso, para ocupar um cargo de importância vital em alguma empresa estatal, agência reguladora ou mesmo um ministério, tudo o que vc precisa é de politicagem, nem ficha limpa é necessário. E o que seria politicagem afinal? Qual é o critério que leva alguém que em condições normais – leia-se por normal aquilo que não é característico dos políticos brasileiros – não seria escolhido para ocupar o cargo ser designado para tal?

No fundo, no fundo, todos nós imaginamos respostas a essas perguntas e isso talvez seja o mais cruel, pois ficamos sempre na imaginação. Como vemos cotidianamente, políticos que mijam fora do pinico com vontade dificilmente são condenados. Se alguém não é condenado isso significa que: A pessoa não é culpada? Que o sistema é falho? Ou pior, que o sistema está viciado?

Ou seja, não conseguimos nem ao certo saber o porquê alguém que não é apto a uma função vai ocupá-la.

Aí fica difícil de não ficar revoltado, você se preocupa em estar atualizado para não ser chutado do emprego, enquanto um político só precisa de… Do que?

Sei lá…

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